Isso é socialismo?

O-filósofo-e-líder-dos-sem-tetoNada é como se pinta, é preciso ler com muita atenção nos detalhes.  A verdadeira interpretação esta  exatamente no que não foi escrito, os bastidores dos atos.

Como de costume vou as colunas dos principais jornais todos os dias pela manhã,  e hoje me deparei com uma matéria muito interessante do Estadão sobre as invasões urbanas do MTST,  que tem inicio com o currículo do seu líder Guilherme Boulos, que de “Sem Teto nada tem”, muito pelo contrario, boa formação acadêmica, residência fixa  e excelente instrução política aparentemente de esquerda, sem contar os orientadores João Pedro Stedile e Zé Rainha, segundo a matéria, casado com uma “Sem Teto”, espera aí, mas se ele tem residência fixa e é casado, a esposa não reside na mesma casa? Como assim “Sem Teto?”

A formação acadêmica é,  e sempre será,  um ponto positivo para qualquer pessoa, independente de classe social, o X da questão é o fato de um cidadão de classe social favorecida, conduzindo um movimento social de classe social menos favorecida, ou seja uma classe social “continua conduzindo outra”, só que na liderança absoluta e mantendo as teorias socialistas dos menos favorecidos, você entendeu?

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,a-invasao-urbana-como-pratica-politica-imp-,1524328

Em fim a matéria em si me fez recordar uma época em que os movimentos sociais começavam a tomar força no Brasil e o que mais chamava atenção era o MST,  (Movimento Sem Terra) o qual acompanhávamos de bem perto, tendo em vista minha então, filiação no PT e proximidade com “todas as lideranças da época”, vivíamos o sonho de pais socialista, claro que tudo isso antes da 1ª eleição do Lula.

Na teoria era tudo muito romântico, na pratica com o passar do tempo,  os supostos heróis da época, com a conquista do poder e do dinheiro,  foram mostrando as garras e aos poucos fomos entendendo que o sonho socialista de uns,  era o pesadelo de outros e posteriormente como vemos hoje,  os movimentos foram se tornando senão ferramenta política de imposição territorialista e partidária, se pautando da teoria da causa socialista dos menos favorecidos, a um estranho mercado imobiliário.

Essa afirmação nem faço baseada nos Sem Teto, mas nos Sem Terra, aquele sonho socialista de épocas atrás, levou meus pais,  após a aposentaria,  a fazer parte do movimento e a partir daí a descoberta do novo mercado imobiliário; meus pais fizeram um cadastro, mesmo tendo residência fixa, foram contemplados com uma terra em determinado estado,  que passou a ser um assentamento amplamente amparado pelo governo federal, ficaram lá por anos e eu acompanhando o dia a dia deles e dos demais a distância.

Frequentemente era informada sobre um ou outro que fazia parte  do movimento,  pegava sua terra e posteriormente vendia, essa pratica se tornou muito mais comum do que se pensa, o fato se tornou publico e muito questionado porem com a reeleição do Lula foi abafado.

Muitos anos mais tarde meus pais pela idade já avançada e a saúde debilitada,  acabaram por deixar a terra para outra família e retornaram para casa.

Os movimentos se expandiram tanto que chegaram as áreas urbanas, só que é muito difícil conciliar boas intenções com políticas econômicas, jogos de poder e dinheiro, tanto governo petista como movimentos sociais tomaram uma forma bem diferente do que todos poderiam imaginar e hoje o Senhor Guilherme Boulos,  apesar de não estar vinculado a partido algum, como diz a matéria,  é líder de muito mais do que um simples movimento social, ele cuida de um negocio como a própria matéria do Estadão diz;  de mais de 680 imóveis em São Paulo, se em décadas atrás já existia o comercio em áreas rurais, imagina nos dias de hoje.

A questão se torna extremamente preocupante quando um ato de massas,  passa a ser dirigido por um subproduto criado pela esquerda para a condução satisfatória do movimento.

Baseado nestes fatos e muitos outros que se seguiram é perfeitamente possível compreender o descontentamento e decepção de muitos com alguns petistas e as praticas de governo.

Guilherme Boulos é uma atualização das lideranças de esquerda, que se futuramente não estiver compondo uma chapa político/partidária, estará conduzindo a massa a tal feito. Pelo menos Barba ele tem.

Sem duvida o movimento em si,  beneficia muitos realmente necessitados, mas também é muito mais abrangente do que se pode imaginar

Tudo isso nos faz pensar sobre que tipo de esquerda é essa? Uma esquerda que pensa como a direita,  mas que de vantagem tem acesso as massas e não se faz de rogada ao fazer uso de tal para  chegada ao poder.

E ainda tem gente preocupada com a liberdade do Zé Dirceu.

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